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Os 7 segredos de um mindset criativo

Mario Piva

Bacharel em Design Gráfico pela Faculdade SATC (Criciúma/SC), 21 anos de idade e atuo há quase uma década na indústria gráfica. PhD em desmontar coisas, formas e objetos. Acredito que o caminho da felicidade é feito de aipim frito e suco de laranja (ainda vou provar isso!)

Ninguém nasce criativo. A criatividade soa como algo inato, que independe da nossa vontade e decisão. Mas será que tudo isso é verdade?

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Várias e várias foram as vezes nas quais me perguntava como poderia ser mais criativo. O problema é que a pergunta nunca voltava com uma resposta, mas sim, com mais uma outra dúvida. E eu não sabia o que fazer!

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Bem, para prosseguirmos com essa conversa, vou utilizar a mesma lógica do knabbenn no networking.

Sempre tente conhecer pessoas boas, pessoas com propósitos e com honestidade. Eu acredito que é muito melhor crescer rodeado de pessoas boas, e que, no final, você acaba sendo a média das pessoas em sua volta.KNABBENN, Wellington

Partindo disso, chegamos a uma lógica que aplico nos meu objetivos pessoais e criativos: Você vive de referências, e precisa delas para projetar, criar, evoluir e amadurecer. E você, é a média das suas referências. Ponto final.

 

O que te inspira?

Jogar futebol, correr, tocar violão, admirar o pôr do sol, ficar no sofá comendo bolacha, tomar um banho de mar, assistir novela, caçar água-viva, trabalhar, beber cerveja, sair com os amigos e enfim, todos nós possuímos uma fonte vital, seja ela qual for. Essa fonte mantém você acordado, vivo e disposto. Essa fonte alimenta o seu propósito, faz você entregar valor, e precisa estar em constante reabastecimento, caso contrário você sabe, ela seca. E quando essa fonte seca, você desanima. Nessas idas e vindas, vivemos consumindo referências, e por incrível que pareça, nós SOMOS referência para muitas outras pessoas à nossa volta. Às vezes somos referência do que NÃO fazer, mas tudo bem, isso depende de quem interpreta você (e não é problema seu).

1: Menos é mais.

O desafio da criatividade não é fazer uma boa comida com bons ingredientes. É fazer uma boa comida com pão e ovo. E olha que pra mim, pão com ovo só não ganha de aipim frito com suco de laranja. Mas isso não vem ao caso, hehe.

Existe uma estranha técnica que põe em prova e desafia a nossa criatividade. Falo dessa tal técnica do menos é mais: Fazer o mais, quando lhe entregam o menos. Para começar, restrinja-se! Tente sintetizar as coisas. Quer um exemplo? Não ponha aqueles malditos bonequinhos sem rosto no seu slide, afinal, eles não servem pra nada. Só atrapalham. Uma boa tipografia, bem distribuída, já resolve o seu problema.

o bonde dos "bonecos para slide" vai te pegar

 

 

2: Reveja o problema do seu ângulo.

Essa eu levo pra minha vida toda. Quando alguém me ensina algo, procuro me manter atento à explicação, mas logo após, vou tentando observar as coisas de outra maneira, visando entender o porquê daquele funcionamento, e se alguém no mundo já não tenha inventado algo melhor.

Se dependesse dos meu antigos mentores, eu ainda estaria fazendo planilhas no papel, porque “esse negócio de computador eu não confio muito não hein”. Sempre penso o seguinte: “Será que sou o único ser vivo na terra que tem esse problema pra resolver? Se não sou, continuo com: “Será que existe somente essa maneira de resolver esse problema?”.

Se tudo fosse tão bom assim, o windows ainda seria 95.
Se tudo fosse tão bom assim, o windows ainda seria 95.

Não espere a concorrência sair na frente. Questione, analise, pesquise e teste. Einstein é que dizia, que se houvessem 60 minutos para resolver um problema, ele passaria 55 minutos analisando e 5 resolvendo. Just do it!.

 

3: Quando for criar, somente crie.

Parece óbvio, mas na prática não é. Não adianta você tentar resolver um problema com o telefone berrando do lado, ou o WhatsApp apitando e você respondendo, coisas voando pra lá e pra cá na sua mesa, gente te interrompendo e etc. A ciência já provou que você não é multitarefas, então pare de bancar o sabichão burlador de cérebros, que você não vê e nem sente, mas está se autossabotando.

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Entendo que, é difícil nos dias de hoje nos mantermos focados com tanta distração. Mas não seja covarde, não ponha a culpa nos meios. A escolha é sua, e depende apenas de você, da sua decisão. Não estou dizendo pra você mandar o chefe e a agência toda pro espaço, mas filtre as coisas importantes, e ignore as coisas irrelevantes. Se você me disser que responder sobre o futebol no grupo do whats é mais importante que o seu problema, bem, eu acho que você não tem um problema não.

 

4: Mantenha-se positivo.

Já ouvi falar que marés ruins inspiram criatividade, e também acredito que mar bom não faz bom marinheiro. Mas alguns pesquisadores descobriram que é nos picos de felicidade que a nossa força criativa desperta. Lembre-se de bons momentos, deseje o bem ao próximo, ame. Seu senso criativo melhora quando sua atitude é positiva.

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As adversidades nos fazem amadurecer, crescer, aprender e no meu caso, ajudou a empreender. Mas isso é uma história pra outro post. A adversidade pode muitas vezes andar junto com a impulsividade, que por sua vez, é muito perigosa. Tome muito cuidado com isso.

 

5: Repense.

Como poderia ter sido? O que poderia ter adicionado? O que poderia eliminar? Dava pra melhorar algo nisso?

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Analise a resolução dos seus antigos problemas, e pense como você o faria hoje. Isso desperta os nossos insights. Se ainda parece soar moderno, ou você é um gênio incompreendido, ou temos algo aí que precisa de um update. Na minha área de atuação, vejo isso acontecer com muita frequência: a mesma fonte para os 100 últimos trabalhos, o mesmo estilo de imagem com multiply, disposição, método e… resultado. Não espere resultados diferentes se você continua fazendo as mesmas coisas.

 

6: Sonhe acordado.

Aquele momento em que você está tão imerso no problema que não consegue parar de pensar em outra coisa. Quando acaba a grana poderia ser um bom exemplo, mas alguns estudos dizem que sonhar acordado só faz efeito quando você já possui um aparato de referências para analisar e digerir. Então, se você não possui referências ainda, volte a aplicar a lógica no knabbenn que falei lá no início, e go!

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7: Pense nos outros.

Não pense que você faz isso apenas pelo seu salário. Pense em quem vai usar, como a pessoa vai se sentir, e o que poderia ser feito então para melhorar. Pense sempre no próximo, no uso, no descarte, no dia-a-dia dessa pessoa. Viva esse momento o mais intenso possível, ponha amor nas coisas e no que você faz, entregue muito mais valor do que produto, e aí a diferença será gritante.

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Lembro de uma história que ouvi uma vez. Duvido um pouco da veracidade, mas a moral faz sentido: Pesquisadores deram folhas brancas à algumas pessoas para que elas desenhassem. No início, pediram para desenhar algo criativo, por si só, e o resultado não foi lá tão fabuloso assim. Num segundo momento, pediram para desenhar algo criativo, e avisaram que este algo serviria de base para uma história, contada através do próprio desenho. Esse distanciamento, de pensar no autor da história, trouxe resultados finais muito mais satisfatórios e interessantes.

 

Considerações finais.

Uma fonte de muitas referências para mim, é o Behance. Se você não conhece, pode acessar por este link.

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Quando falamos de profissionais criativos, lá tem de tudo. Tipografia, 3D, vídeo, gráfico, artístico, automotivo, embalagem e por aí vai. É interessante pois as coisas crescem em teia, você vê o que os seus amigos curtem/comentam e acaba se atualizando das tendências, na mesma velocidade em que têm insights. Se preferir, pode usar o campo de busca e explorar os temas que você quiser. Futuramente faço um post com vários links úteis pra você.

Uma coisa que carrego todos os dias comigo, e quero deixar bem claro aqui pra gravar na sua mente:

Não interessa se você não é o melhor ou o mais criativo. O segredo não está em ser o melhor, mas, ser melhor a cada dia.

Pensar desta maneira está me ajudando muito com os objetivos pessoas e profissionais. E você, o que achou dessas dicas? Deixe seu comentário e vamos juntos alcançar o topo!

Lhes deixo um abraço e, camigol.

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Bacharel em Design Gráfico pela Faculdade SATC (Criciúma/SC), 21 anos de idade e atuo há quase uma década na indústria gráfica. PhD em desmontar coisas, formas e objetos. Acredito que o caminho da felicidade é feito de aipim frito e suco de laranja (ainda vou provar isso!)

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