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Para quem você faz o seu trabalho?

Luiz Pimentel

Publicitário, Coach e professor. Trabalhou em diversas agências de propaganda como diretor de arte por mais de 10 anos. Como Coach atua no desenvolvimento pessoal e profissional de jovens e profissionais criativos. Professor nos cursos de Publicidade e Propaganda e Design Gráfico na Faculdade SATC em Criciúma/SC. MBA em Marketing com foco no relacionamento dos clientes. Fundador do projeto LAB(R)Evolution que busca o desenvolvimento de pessoas através da difusão do conhecimento.

Fala galera, sou eu novamente em mais uma postagem, desta vez sobre um assunto que eu gosto muito de conversar, discutir, ensinar: sobre TRABALHO.

Já vou lançar a primeira pergunta no post, pra você entrar no clima aqui comigo e quem sabe no final desse texto eu consiga te contaminar com uma ideia que pode revolucionar a sua vida profissional e pessoal também.

PRA QUEM VOCÊ FAZ O SEU TRABALHO?

Sério, você já parou pra pensar sobre isso? Para QUEM você dedica em média as suas 8 a 10 horas diárias, cinco dias ou mais por semana para resolver problemas, solucionar equações, criar alternativas e produzir conteúdos para clientes, negócios, dentre outros?

Se você respondeu que para o seu chefe, para sua empresa ou para o negócio do seu pai, você está um pouco equivocado, pois independente de qualquer tipo de trabalho que nós estamos prestando, nós somente vamos trabalhar para uma única pessoa. Isso mesmo pra nós mesmos. (Você nesse caso) .

Mas poxavida, isso é óbvio!

Não tão óbvio na hora de praticar, pois a maioria de nós profissionais respeitados do mercado, seja num emprego de posições altas ou em início de carreira, nos perdemos no meio de tantas atividades e problemas que temos que resolver, que acabamos transformando esse trabalho respeitado e desejado em um emprego.

A sua reação quando perguntam porque você não larga aquele emprego horroso!
A sua reação quando perguntam porque você não larga aquele emprego horroso!

Você sabe a diferença entre trabalho e emprego?

A diferença entre os dois é na visão de quem trabalha. É como enxergamos essa atividade que estamos executando naquele exato momento, sendo das 8h as 18h todo dia, ou não.

No emprego nós ficamos contando as horas para passar, e normalmente executamos tarefas operacionais que são quase executadas sem pensar, no modo automático. Quanto mais a gente faz, mais o nosso chefe/gerente/patrão quer que a gente faça mais. Normalmente nem sabemos direito em que pé do processo aquelas tarefas estão sendo incorporadas, imaginando que estamos numa linha de montagem industrial sem fim, e que já não importa mais nada além do horário de ir embora para podermos ter enfim o merecido descanso.

No emprego normalmente somos pagos pelo nosso tempo, e isso é o fator que eu acho mais complicado de se lidar numa empresa que contrata seus funcionários nesse formato. O que acaba acontecendo é que o funcionário acaba sendo explorado pelas suas habilidades de resolver os problemas/quantidade de tempo que ele leva pra fazer e o resultado dessa equação normalmente acaba dando resultandos não tão interessantes, no quesito produtividade.

Quem nunca terminou o trabalho as 17h da tarde e teve que ficar enrolando até as 18h15 pra demonstrar que estava sendo o funcionário do mês? É triste mas é bem comum.

O pior pra mim é que no emprego a gente normalmente não aprende muita coisa, pois as tarefas são executadas de forma automática, numa rotina diária que garante padrões de qualidade e contribuem para os resultados financeiros da empresa todo mês.

Essa é a mesa de trabalho de quem tem um emprego
Essa é a mesa de trabalho de quem tem um emprego

 

O emprego é necessário, mas ele está com os dias contados.

O trabalho é diferente. No trabalho nós utilizamos talentos naturais e habilidades que temos que desenvolver para poder alcançar um determinado resultado. Isso nos coloca numa situação fora da zona de conforto mas que pode nos trazer muito mais do que retorno financeiro, pode ser um instrumento de evolução pessoal e profissional.

Um vendedor de doces ambulante que começa vendendo na rua, pode virar milionário e se tornar palestrante sobre técnicas de vendas (uma habilidade e talento que ele desenvolveu no seu trabalho) e isso acontece porque ele se põe num estado de aprendizagem constante, pois a busca do resultado depende disso diariamente.

No trabalho nós somos remunerados pelos resultados. Esse é o maior medo das pessoas, mas pode ser o maior triunfo, pois a maioria de nós ainda trabalha pelo dinheiro e não pela vocação, pelo trabalho em si.

No trabalho, nós estamos trabalhando para nós, exclusivamente e isso vai trazer resultados sejam eles bons ou não tão bons. Se forem bons, a gente continua se forem não tão bons, aprende com isso e continua com  a jornada.

Tudo isso depende da forma como você enxerga o seu trabalho, quando você trabalha pra si, até mesmo num emprego você irá cumprir aquelas tarefas como se a empresa fosse sua, pois quando tiver seu próprio negócio irá utilizar aquela visão de negócio a seu favor.

O autor do livro O segredo da mente milionária Harv T. Ecker disse que uma vez ele trabalhou como faxineiro numa empresa, e que isso possibilitou que ele pudesse ter contato com todos os setores do negócio e podia assim aprender sobre todas as áreas, diferente se tivesse pego como executivo e tivesse que ficar numa sala o dia inteiro.

 

 

Entendeu a forma de enxergar as coisas? Só depende de você. Se você está num emprego agora e quer partir para um trabalho, seja ele um projeto, um negócio próprio ou uma carreira em outra área, comece aonde você está, comece aprendendo coisas sobre o negócio que você trabalha, como funciona a administração, outros setores, sobre os concorrentes, sobre como você pode ser melhor no que você está fazendo agora. Isso irá servir de alicerce para você construir o seu trabalho mais pra frente, lembre você sempre irá trabalhar para VOCÊ.

 

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Publicitário, Coach e professor. Trabalhou em diversas agências de propaganda como diretor de arte por mais de 10 anos. Como Coach atua no desenvolvimento pessoal e profissional de jovens e profissionais criativos. Professor nos cursos de Publicidade e Propaganda e Design Gráfico na Faculdade SATC em Criciúma/SC. MBA em Marketing com foco no relacionamento dos clientes. Fundador do projeto LAB(R)Evolution que busca o desenvolvimento de pessoas através da difusão do conhecimento.
  • Concordo plenamente, independente da tarefa realizada, devemos estar conscientes de que o resultado e o seu processo de desenvolvimento, irá influenciar muito mais você do que a empresa quando se trata de experiência. Saber aproveitar cada oportunidade de crescimento profissional é essencial.
    Muito bom o post 🙂

    • Luiz Pimentel Junior

      Obrigado Mateus, esse é o ponto crucial de saber enxergar que tipo de profissional você está sendo. Abraço!

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